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Julien Musolino speaks to Vogue (Portugal) [November issue]

 Vogue November cover 1

 It is with great pleasure to announce Julien Musolino's interview with Vogue Portugal. Attached is the cover photo and the interview [in Portuguese]. Some rough translations are posted below:

 

They are more and more, and these, where I include myself, no longer have the petulant boldness to say 'doesn't exist and that's it'. Is there absolutely conclusive evidence of all that might have to do with the soul? No. But it is good to refer to one of the fundamental laws of science, which for many of us sins as a corset of knowledge, according to which the absence of proof does not prove the absence. And this is unquestionable. ”If this opinion leaves us room for some reverie, it bumps into the (pertinent) questions raised by Musolino.

“Here we need to be accurate. If by 'soul' is meant an immaterial, psychologically potent and immortal entity, separated from the body, conventional science has completely abandoned the idea. This is what I show in my book The Soul Fallacy. But of course the word 'soul' can also be used in many other ways, such as 'soul food', 'soul mate', 'poor soul', etc. Note, however, that when I say that the poor souls who died on the Titanic were not expecting that end, I am not making a metaphysical or scientific statement. So when the word soul is used metaphorically or poetically, conventional science has nothing to say about it. ”

Clearly not speaking “in these souls,” the question does not arise. Musolino continues: “Dominant science rejects, in fact, the concept of soul as an immaterial, psychologically potent and immortal part of each of us. Here again it is convenient to be clear about what is meant by soul. So let's call the soul I just described as 'the traditional soul'. The reason science has rejected the traditional soul is because such a soul is in fact a scientific hypothesis for which there is no evidence and against which there is a mountain of doubt. Therefore, mainstream science has rejected the traditional soul for the same reasons it rejected, for example, the idea that the earth is flat or that humans were created in their present form over the last ten thousand years. ”

[São cada vez mais e esses, onde me incluo, já não têm a ousadia petulante de dizer ‘não existe e pronto’. Há provas absolutamente concludentes de tudo o que poderá ter a ver com a alma? Não. Mas é bom referirmos uma das leis fundamentais da ciência, que para muitos de nós peca por ser um espartilho do conhecimento, segundo a qual a ausência de prova, não prova a ausência. E isto é indiscutível.” Se esta opinião nos deixa espaço para algum devaneio, ela esbarra nas questões (pertinentes) levantadas por Musolino.

“Aqui necessitamos de ser precisos. Se por ‘alma’ se entende uma entidade imaterial, psicologicamente potente e imortal, separada do corpo, a ciência convencional abandonou completamente a ideia. É isso que mostro no meu livro The Soul Fallacy. Mas é claro que a palavra ‘alma’ também pode ser usada de várias outras maneiras, como em ‘alimentos da alma’ (soul food), ‘alma gémea’ (soul mate), ‘pobre alma’ (poor soul), etc. Observe, no entanto, que quando digo que as pobres almas que morreram no Titanic não estavam à espera daquele fim, não estou a fazer uma afirmação metafísica ou científica. Portanto, quando a palavra alma é usada metaforicamente ou poeticamente, a ciência convencional não tem nada a dizer sobre isso.”\

Não estando, claramente, a falar “nessas almas”, a questão não se coloca. Continua Musolino: “A ciência dominante rejeita, de facto, o conceito de alma como uma parte imaterial, psicologicamente potente e imortal, de cada um de nós. Aqui convém novamente ser claro sobre o que se entende por alma. Por isso vamos chamar a alma que acabei de descrever como ‘a alma tradicional’. A razão pela qual a ciência rejeitou a alma tradicional é porque esse tipo de alma é de facto uma hipótese científica para a qual não há evidência alguma e contra a qual existe uma montanha de dúvidas. Assim sendo, a ciência dominante rejeitou a alma tradicional pelas mesmas razões que rejeitou, por exemplo, a ideia de que a Terra é plana ou de que os seres humanos foram criados, na sua forma atual, nos últimos dez mil anos.”]

 Julien Vogue Interview [Portuguese]

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